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Natal a chegar: Como Colocar Limites Sem Culpa e Com Empatia

  • Foto do escritor: Joana Gentil Martins
    Joana Gentil Martins
  • 17 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

O Natal é, para muitos, uma época de luzes, reencontros e abraços. Mas para outras pessoas, é também um momento de ansiedade, de comparações e de perguntas que doem mais do que parecem.

  • “Então, e os namorados?”

  • “Para quando os filhos?”

  • “Estás mais gordinha, não estás?”

  • “Devias era comer mais.”

  • “Devias era comer menos.”

Frases que se disfarçam de conversa, mas que invadem e magoam especialmente quando vêm de familiares próximos. Por isso, neste artigo quero ajudar-te a preparar o teu Natal: a saber como colocar limites com empatia, proteger a tua paz e continuar a desfrutar daquilo que realmente importa: o afeto, o descanso e o sentido desta época.


Como te preparares antes do Natal:

A TCC (terapia cognitivo comportamental) ensina que não controlamos o comportamento dos outros, mas controlamos as nossas respostas e o significado que damos às situações. Antes dos encontros, vale a pena fazer uma pequena preparação:

Mulher a beber chocolate quente enquanto escreve no seu caderno.

1. Define o teu objetivo para este Natal

Pergunta-te: “O que é que eu quero sentir durante este Natal?” Talvez queiras paz, leveza, tranquilidade, presença. Usa essa resposta como bússola: se uma conversa ou situação te desvia dessa intenção, é sinal de que precisas de um limite.


 2. Antecipar cenários ajuda

Imagina as perguntas ou comentários mais prováveis e pensa em respostas preparadas, assertivas mas calmas. Ter frases ensaiadas evita que fiques bloqueada ou sobrecarregada no momento.

Exemplos:

  • “Prefiro não falar sobre isso hoje.”

  • “É um tema pessoal, mas obrigada por te preocupares.”

  • “Sabes, não me sinto confortável com esse tipo de comentário.”

Estas frases são simples, diretas e transmitem respeito, por ti e pelo outro.


3. Usa o corpo como termómetro

O corpo é o primeiro a avisar quando um limite foi ultrapassado: aperto no peito, tensão no maxilar, vontade de sair. Reconhece esses sinais como alarmes naturais, não como exagero. Se precisares, afasta-te por uns minutos, vai à casa de banho ou respira fundo antes de responder.


Como responder a perguntas invasivas com firmeza e empatia

Colocar limites não significa responder com raiva. O segredo está em ser assertiva, que é o ponto de equilíbrio. A assertividade é uma competência emocional que pode (e deve) ser praticada.

Exemplos para te ajudarem este natal:

Duas mulheres em conversa num ambiente natalício

Quando perguntam sobre relacionamentos

  • “Neste momento estou focada em mim e está a saber-me bem assim.”

  • “Nem sempre é preciso estar com alguém para estar feliz.”

  • “Prefiro não falar sobre isso agora”


Quando falam sobre filhos

  • “É um tema muito pessoal, prefiro guardar para mim.”

  • “Cada pessoa tem o seu tempo, e o meu ainda não chegou.”

  • “Sabes, perguntas sobre isso podem ser sensíveis, prefiro falarmos de outra coisa.”


Quando comentam o teu corpo ou a comida

  • “Prefiro que não comentes o meu corpo, obrigada.”

  • “Eu sei o que é melhor para mim, obrigada.”

  • “O Natal é para celebrar, não para medir corpos.”


Quando há comparações ou críticas

  • “Cada pessoa tem o seu caminho, e o meu está a seguir o ritmo certo.”

  • “Não é uma competição, é uma fase diferente.”

  • “Estou tranquila com as minhas escolhas.”

Evita justificações longas, quanto mais explicas, mais abres espaço para o outro insistir. Respostas curtas, serenas e repetidas são o melhor limite.


Três lembretes importantes para este Natal


✨ 1. Tu não és responsável pelas emoções dos outros.

Se alguém se ofende porque colocaste um limite, isso fala mais sobre as expectativas dessa pessoa do que sobre ti.


✨ 2. Dizer “não” é também uma forma de dizer “sim”.

Um “não” a perguntas invasivas é um “sim” à tua paz, à tua saúde mental e à tua autenticidade.


✨ 3. O Natal não precisa ser perfeito para ser bonito.

Pode haver silêncio, pode haver pausas, pode haver desconforto, e ainda assim, pode haver amor.


Este Natal, dá-te a ti mesma o presente de te respeitares.

Não precisas de agradar a todos para ser uma boa filha, neta, sobrinha ou amiga.


Quando colocas limites, dás ao outro a oportunidade de te conhecer de forma mais verdadeira. E quando o fazes com empatia, dás também um exemplo de amor saudável, aquele que começa dentro de ti.


Que este Natal seja o mais leve possível, cheio de presença, de afeto e de respeito mútuo 🤍

Com carinho,

Joana Gentil Martins

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Psicóloga Clínica e da Saúde | Formadora Certificada | Autora | Mentora e Palestrante

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